janeiro 27, 2009

Banksy, o desaforado bem-humorado

"Nunca ninguém me ouviu, até não saberem quem eu era."


Ainda nas férias, recebi do antenado amigo Jordi o link deste site com alguns stencils super bacanas, críticos e inteligentes. Fui saber recentemente, através de uma matéria da revista Piauí, que os desenhos eram "daquele grafiteiro misterioso que ninguém sabe quem é", que raras vezes assina uma obra e quando o faz escreve "Banksy".
Em outubro de 2008, numa empena cega de Nova York, Banksy pintou esse rato da foto acima com a frase "Que eles comam crack", fazendo uma alusão ao crack da bolsa, à droga e a frase atribuída a Maria Antonieta -"Que eles comam brioche"- quando foram contar à rainha que os pobres não tinham nem pão pra comer.




"Os que mandam nas cidades não entendem o grafite porque acham que nada pode existir, a não ser que dê lucro."..."Me manifesto anonimamente para exigir coisas nas quais ninguém acredita, como paz, justiça e liberdade."..."O grafite só é perigoso para três tipos de gente: políticos, publicitários e grafiteiros."..."O mundo da arte é a maior piada que existe. É um asilo para os superprivilegiados, os pretensiosos e os fracos."..."Todo artista está preparado para sofrer por sua arte, mas por que tão poucos estão preparados para aprender a desenhar?"

Os pensamentos acima são de Banksy, o Zorro da atualidade, como já o apelidaram. Ninguém nunca o viu (diz a lenda que apenas um jornalista do Guardian de Londres), é inglês, só dá entrevistas por telefone e e-mail, desenha as mazelas da sociedade de maneira muito inteligente, tem quatro livros e inventou um modo de ficar rico com o grafite político. Os pais dele não sabem da fama do filho: "Eles pensam que sou um decorador e pintor".


Palestina, 2005, no muro construído pelo governo de Israel.


Nova Orleans, 2008, no governo do Bush.


Londres, 2005, no governo de Tony Blair.

Se procurar no Wikipédia vai estar lá: "Sempre provocativo, sua obra é carregada de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder.
Recentemente, ele trocou 500 CDs da cantora Paris Hilton por cópias adulteradas em lojas de Londres, e colocou no parque de diversões Disney uma estátua-réplica de um prisioneiro de Guantánamo.

Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade."









Mais no site do artista.

2 comentários:

Roy disse...

As críticas do Banksy são muito boas: bem humoradas e ácidas.
O mais legal é ver o underground tomando conta do mainstream, até porque tudo que é realmente verdadeiro surge lá, no underground.

E o mais legal é ver agora ele se escondendo, ele tirando um grande sarro dos outros quando compram alguma tela dele.

Ah, ele foi e vai sar assunto de aulas minhas.

Diego de la Rocha disse...

Alô Miguel, tudo tranquilo?

Ótimo o blog da M² que criaste!! Sempre que posso, vou lá dar uma espiada.
Banksy é genial... anos atrás ele deixou sorrateiramente um escultura
de um homem pré-histórico empurrando um carrinho de supermercado
no British Museum. A administração se deu conta semanas depois e,
dizem, mantiveram como parte do acervo.
Vi que o blog tem um viés sustentável, entonces envio esse
link de um baita invento sustentável e com lindo design, caso queiras
postar (ou algum outro entre vários sustentáveis no pé da página também
interessantes). O link é esse:
http://blog.uncovering.org/archives/2008/03/luz_dos_ventos.html
Grande abraço,
diegodelarocha