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junho 17, 2010

Ilhas de Silêncio



Era imaginado que o movimento na cidade diminuiria bastante durante o jogo de estréria do Brasil na Copa do Mundo. Mas o mais incrível é que ele não diminuiu...ele praticamente não existiu!

O silêncio que tomou conta do centro da cidade foi "ensurdecedor", em plena terça-feira, meio de tarde. Em tempos do Fórum de Planejamento Urbano de Joinville e Região fiquei refletindo sobre a absurda poluição sonora à qual nos acabamos acostumando. A situação levou-me à reflexão sobre a necessidade urgente de áreas silenciosas nos centros urbanos, espaços para descansarmos a mente. Quando passamos a estranhar o silêncio é porque já passamos dos limites.







Registrei a cidade fantasma com algumas imagens das ruas Blumenau, Max Colin e Timbó. Uma delas está no jornal ANoticia de hoje, no portal do jornalista Jefferson Saavedra.

maio 28, 2010

1º Fórum de Planejamento Urbano de Joinville



Via ANoticia / Por João Kamradt

A Câmara de Vereadores de Joinville promove, entre os dias 7 e 9 de junho, o 1º Fórum de Planejamento Urbano. Em pauta, o crescimento ordenado das cidades do Norte do Estado.

É o momento de pensar o presente de Joinville e da região Norte com olhos voltados para o futuro. Para contribuir no processo de planejamento da cidade, surge o 1° Fórum de Planejamento Urbano – Joinville e Região.

Em meio às discussões de projetos-chave do Plano Diretor de Joinville, como o macrozoneamento e o uso e ocupação do solo, passarão pela cidade estudiosos e profissionais de diversas áreas do urbanismo para contribuir no processo de organização dos municípios. Será o momento de debater e aprender para construir o futuro urbano da região Norte.

O 1° Fórum de Planejamento Urbano é uma promoção da Câmara de Vereadores de Joinville. O evento será realizado entre os dias 7 e 9 de junho, com palestras abertas ao público e entrada gratuita. A iniciativa conta com o apoio do Projeto “Debates A Notícia”.

A ideia de unir especialistas surgiu depois que integrantes da Comissão de Urbanismo da Câmara viajaram ao Rio de Janeiro e assistiram ao Fórum Internacional dos Municípios. Na volta a Joinville, o grupo se deparou com uma sequência de discussões sobre leis de macrozoneamento e uso e ocupação do solo, o que fez crescer a necessidade de uma boa discussão. Embates sobre os tipos de comércio que podem se instalar em cada região, quais são os locais apropriados para a construção de empreendimentos imobiliários ou mesmo as indicações das zonas que devem ser preservadas estão entre os exemplos das perguntas que vieram à tona.

Para evitar os erros cometidos no passado por falta de planejamento, nada melhor do que discutir – e muito – os rumos do crescimento urbano nas próximas décadas. “Quando vemos as leis de zoneamento chegando à Câmara, as manifestações da comunidade e os contínuos retalhos que fazemos nas leis de zoneamento, percebemos a necessidade de mudança”, explica o vereador Alodir Alves de Cristo (DEM), que sugeriu a discussão antes de a Câmara votar a Lei do Macrozoneamento, que é uma das regulamentações do Plano Diretor de Joinville.



Texto originalmente publicado no Jornal ANoticia, dia 23 de maio de 2010. joao.kamradt@an.com.br

julho 13, 2009

Rock n´ Art

Hoje comemora-se o Dia do Rock! Nossa homenagem no blog vai em forma de "música visual", fazendo referência aos posters, tão importantes na divulgação de shows e construção da imagem e identidade visual dos músicos e bandas!

Sobre esse assunto o amigo Rodrigo Schwarz, jornalista do ANotícia, escreveu no Anexo desta segunda-feira. Vale a pena dar uma conferida aqui!


"Um espetáculo de rock pode começar bem antes de a banda subir no palco. Desde a década de 1960, os cartazes de shows são uma forma de arte por si só, um festim visual que precede a música. A tradição continua viva, com dezenas de artistas que se dedicam a produzir cartazes arrebatadores para bandas do estilo que é comemorado hoje, em todo o mundo.
Um dos primeiros expoentes desse filão foi o canadense Bob Masse. Durante a efervescência do rock psicodélico, Bob fez cartazes para Jimi Hendrix, The Doors, Grateful Dead e Jefferson Airplane. Os traços de Bob espelhavam todo o clima lisérgico das bandas do período. E, diferentemente dos artistas para quem trabalhava, Bob continua na ativa, com clientes como Smashing Pumpkins, U2 e Neil Young.

Nos Estados Unidos e Europa, bandas milionárias não se importam de pagar milhares de dólares para um cartaz memorável. Os principais artistas do mercado são Emek, Mike Klay, Rex Ray, Jermaine Rogers e James Rheem Davis. Seus cartazes são colecionados por fãs de música e até ganham espaço em galerias de arte. Algumas dessas obras valem mais do que guitarras raras da Gibson e da Fender."

Comemore também o dia de hoje navegando pelo blog do Orelhada, do Rubens Herbst: uma verdadeira fonte músical!

novembro 27, 2008

Sobre a tragédia em Santa Catarina

Nesta terça-feira que passou estive à trabalho em Porto Alegre e retornei de helicóptero até Joinville, registrando o trajeto. Durante a viagem de 4 horas vi a paisagem se transformar aos poucos: de um céu azul, limpo, um verdadeiro dia de verão no Rio Grande do Sul às cenas trágicas que a chuva está deixando em Santa Catarina, como os deslizamentos do Morro do Cavalo e as enchentes.

Itajaí está debaixo d´água, a cidade quase desaparece do mapa. Nos horizontes a paisagem parece ter ganho novas e gigantes lagoas, de água doce e gosto amargo.

Como se vê nas imagens, nessas horas a natureza não distigue ricos de pobres, raças ou religiões. Todos tornam-se iguais, meros impotentes espectadores de sua força, atinge os bairros mais nobres e os menos privilegiados.

Falam do somatório de fatores climáticos que levou a esse estrago. Mas além disso, temos os desmatamentos e terraplanagens nas encostas dos morros que contribuem para os deslizamentos; a impermeabilização da cidade, cada vez com menos áreas verdes; a falta de planejamento e de todas as políticas públicas; um Plano Diretor que parece estar sempre à venda, que é modificado conforme convém (a alguém) e que permite de tudo, inclusive construir às margens de rios e zonas alagáveis...

Todos temos uma parcela de culpa neste processo. Resta como consolo aprendermos a lição de que podemos e devemos mudar para construir um futuro melhor para todos.

Uma das imagens foi publicada no jornal ANotícia de hoje, na coluna do Jefferson Saavedra. Compartilho abaixo outras fotos da viagem. Lamentável.