Mostrando postagens com marcador New York. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador New York. Mostrar todas as postagens

agosto 14, 2009

A Antiga New York

Durante os últimos 15 anos o casal de autores e fotógrafos James e Karla Murray, saiu às ruas de New York e Miami com o intuito de registrar trabalhos de grafiteiros da região. Com o passar do tempo começaram a documentar a paisagem urbana fotografando também alguns armazéns e lojas dos bairros da cidade.

Essas fotografias foram publicas em vários livros, em especial “STORE FRONTS: the Disappearing of New York” (O desaparecimento de Nova Iorque) publicado em 2009, que inspirou a Gawker Artists, a promover a exposição MOM & POPism.
A exposição apresenta fotografias em tamanho real das fachadas de diversos estabelecimentos comerciais da cidade de New York registradas por James e Karla.


Além de expor as imagens, o evento que inicia amanhã (15/08) conta com a participação de grafiteiros do mundo todo, que as usam como tela para fazer uma síntese de pintura, fotografia, colagem e grafite expressando a paisagem cultural e econômica que desapareceu com o tempo.

Quando encontrei as antigas fotografias de Nova Iorque (que em menos de 15 anos já podem ser chamadas de muito antigas), confesso que e elas realmente me fizeram refletir.

É incrível como uma mesma geração consegue vivenciar o ontem e o hoje da cidade presenciando a metamorfose acelerada da paisagem urbana - Os espaços se modificam sem deixarem nenhum vestígio!

A sociedade vai transformando as construções, as ruas, os espaços, para que tudo acompanhe sua “evolução” e traga mais “qualidade” de vida para as pessoas.

No entanto as necessidades sem limites criadas por nós mesmos estão refletindo uma cidade fria, uma geração individualista, construções incompatíveis com a escala humana, ruas que priorizam as máquinas e espaços que já não transmitem um clima acolhedor e aconchegante.

Tudo vem girando em torno da busca pelo benefício próprio, sem medição de impactos, e o pior: tudo em nome do progresso!

Por: Marlucy e Thayse.

junho 15, 2009

O High Line agora é parque

O High Line era uma antiga linha de trem, com pouco mais de 2Km, localizado em no West Side de Manhattan. Foi construída no início dos anos 1930, funcionando até os anos 80, quando as relvas e árvores silvestres começaram a tomar conta da ferrovia. Porém, o estado de abandono acabou no dia 8 de junho: parte da High Line foi reaberta como um parque.
A idéia de reabilitar a linha como um parque começou em 1999 através da própria comunidade, que inspirava-se em fazer algo semelhante à Promenade Plantée em Paris. As obras começaram em abril de 2006, ficando os projetos a cargo dos arquitetos da Diller Scofidio + Renfro e os paisagistas da James Corner Field Operations, vencedores de um concurso realizado em 2004.


O parque ganhou até site e blog, com direito a marca (super bem-bolada), videos, fotos e até lojinha. Vale a pena conhecer as páginas: traz mapas, calendário de eventos, informações sobre a vizinhança, história do bairro e, claro, tudo sobre o projeto.



Outra visita que vale muito a pena é no Flickr. Lá existem galerias de fotos com visões das pessoas que registraram o local antes da reforma ou mesmo um slide show com os desenhos e imagens 3D do projeto. Abaixo, um video contando rapidamente a história do projeto.





Deu aqui.

setembro 23, 2008

Museum of Arts and Design em Nova York

O Museu de Artes e Design de Nova York (MAD), fechado desde abril, reabrirá suas portas em 27 de setembro com novo endereço e conceito reformulado. O prédio, que antes ficava na 40 West 53rd Street, diante do MoMA, terá sede no número na Columbus Circle, esquina sudoeste do Central Park.

No prédio, haverá um espaço para mostras permanentes e um andar inteiro dedicado a programas educacionais e a artistas residentes; o novo museu tem a proposta de ser multidisciplinar e de incentivar a relação entre o design, as artes plásticas e o artesanato.

O prédio, com 54 mil metros quadrados, terá o dobro de área expositiva do que o espaço disponível no antigo prédio da instituição. Na nova sede, com 14 mil metros quadrados de galerias, o museu poderá expor parte de seu acervo permanente, com 2.000 objetos.

A fachada do edifício, que já existia e foi reformado para abrigar a instituição, será coberta de tijolos de terracota com acabamento iridescente, que faz com que a cor do edifício mude de acordo com a luz do sol, o horário e o ponto de vista do observador. A reforma prevê três cortes distintos na fachada, antes sem janelas.

O projeto é do escritório Allied Works Architecture, liderado pelo arquiteto Brad Cloepfil, e foi selecionado entre quatro finalistas de uma competição, que incluiu: Zaha Hadid, Toshiko Mori Architect, James Carpenter Design Associates e Smith-Miller + Hawkinson Architects.

Na reinauguração, estarão em cartaz três exposições. "Second Lives: Remixing the Ordinary" reúne o trabalho de 50 artistas de 17 nacionalidades que transformaram objetos comuns. "Elegant Armor: The Art of Jewelry", realizada em parceria com o instituto Tiffany and Co., mostra 200 jóias da coleção do museu, com peças dos anos 1940 até a atualidade. E "Permanently MAD" expõe 250 peças do acervo do museu.
Mais informações no site do museu.

agosto 22, 2008

Arte inflável

Nova York é realmente um celeiro de artistas de rua. O espaço público é muito utilizado para manifestações artísticas, sejam elas sob forma de protesto ou simplesmente de expressão. Um desses caras é Joshua Allen Harris. Utilizando apenas fita adesiva e sacos plásticos de lixo encontrados nas ruas, o artista cria animais infláveis gigantes. As "esculturas" são coladas na calçada em bueiros de ventilação e “nascem” quando o vento sopra ao passar do metrô, como na icônica cena de Marylin Monroe em O pecado mora ao lado: -"Olha o metrô passando! Não é delicioso?!”…

O objetivo é achar a energia desperdiçada - que a cidade nem sabe que está desperdiçando - e converter isso em arte. Uma arte que utiliza materiais reciclados e recursos renováveis.


Entre os animais que criou destaca-se um urso polar, que se tornou um símbolo do aquecimento global. O urso nasce com o vento, que é uma energia alternativa. Quando o vento acaba ele parece agonizar, murchando até morrer.

A seção "Post Verde" deste blog pretende informar e reunir algumas ações, publicadas aqui, que levarão à construção de um mundo melhor e mais civilizado, com desenvolvimento e sem comprometer o futuro.

junho 26, 2008

Mostra Dohler | Loft NYC - Fotos

Segue abaixo algumas fotos do loft novaiorquino. As imagens foram feitas pelo fotógrafo Peninha, mostrando os ambientes das salas de estar, jantar, circulação e dormitório. Emoldurando os espaços estão as obras dos artistas homenageados e as janelas com vistas de NYC. Mais informações nos posts anteriores!








Mostra Dohler | Loft NYC - Artistas

ROY FOX LICHTENSTEIN. Nova Iorque, 27 de outubro de 1923 — Nova Iorque, 29 de setembro de 1997. Foi um pintor estado-unidense identificado com a pop art.
Em sua obra, procurou valorizar os clichês das histórias em quadrinhos como forma de arte, colocando-se dentro de um movimento que tentou criticar a cultura de massa, tornando-a objeto da arte.
Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos.
Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.
Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.

ANDY WARHOL. Pittsburgh, 6 de Agosto de 1928 — Nova Iorque, 22 de Fevereiro de 1987. Foi um pintor e cineasta norte-americano, bem como a figura maior do movimento de pop art.
Nascido Andrew Warhola, filho de imigrantes do norte da Eslováquia, o pai emigrou para os Estados Unidos de forma a evitar ser recrutado pelo exército austro-húngaro, no fim da Primeira Guerra Mundial.
Nos anos sessenta, começou a pintar produtos americanos famosos, como latas da sopa Campbell's e Coca-Cola, ou ícones de popularidade, como Marilyn Monroe. É de sua autoria a expressão "um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama " ao comentar obras próprias baseadas em acidentes automobilísticos, em especial o de uma ambulância.
Em 1987 ele foi operado da vesícula biliar. A operação correu bem mas Andy Warhol morreu no dia seguinte. Ele era célebre há 35 anos. De fato, a sua conhecida frase, só se aplicará no futuro, quando a produção cultural for totalmente massificada e a arte será distribuída por meios de produção de massa.



ROBERT INDIANA. Nascido em New Castle/Indiana, dia 13 de setembro de 1928. Artista americano associado ao movimento da Pop Art.
Mudou-se para NY em 1954, quando juntou-se ao movimento Pop Art. Seu trabalho, mesclando desenhos imaginários e arte comercial gerou o que ele chamou mais tarde de “poemas esculturais”. Sua obra consiste geralmente de formas grandes , simples, imagens irônicas e especialmente números ou palavras curtas como: comer, abraço e amor.
Com um trabalho considerado teatral, depois do 11 de setembro Indiana produziu um trabalho reverenciando a Paz, exibido em New York, em 2004.
Seu trabalho mais conhecido é a escultura formada por letras gigantes que escrevem a palavra “Love”. Esta imagem primeiramente criada para um cartão de Natal para o Museu de Arte Moderna (MoMA) em 1964,virou selo de corrêio em 1973. Desde então, esculturas “Love” têm sido instaladas em diversas localidades dos Estados Unidos.


ALEXANDER CALDER. Lawton, Pensilvânia, 22 de julho de 1898 - New York, 11 de novembro de 1976. Foi um escultor e artista plástico estaduniense famoso por desenvolver seus móbiles.
Formou-se em engenharia e antes de se dedicar à escultura foi pintor e ilustrador. Em 1926, após visitar a Grã-Bretanha, fixou-se em Paris, onde conheceu surrealistas, dadaístas e os componentes do grupo De Stijl. Data dessa época sua amizade com Joan Miró. Construiu um circo em miniatura, com animais de madeira e arame. Os seus “espetáculos” eram assistidos por artistas e intelectuais.
De 1931 datam as suas primeiras construções abstratas, nitidamente influenciadas por Mondrian. Os primeiros móbiles são de 1932.
Em 1933 Calder voltou aos Estados Unidos. Em 1948 viajou à América do Sul e de novo em 1959. Nessa última ocasião, visitou o Brasil, onde expôs no Museu de Arte de São Paulo. Em 1950 foi à Escandinávia.
Calder ocupa lugar especial entre os escultores modernos. Criador dos stabiles, sólidas esculturas fixas, e dos móbiles, placas e discos metálicos unidos entre si por fios que se agitam tocados pelo vento, assumindo as formas mais imprevistas – a sua arte, no dizer de Marcel Duchamp, “é a sublimação de uma árvore ao vento”.
Calder foi o primeiro a explorar o movimento na escultura e um dos poucos artistas a criar uma nova forma – o móbile. Nos últimos anos mantinha um estúdio em Saché, perto de Tours, e embora vivesse aí a maior parte do tempo, conservou sua fazenda de Roxbury, Connecticut, comprada em 1933, e que se tornara um verdadeiro repositório de trabalhos e objetos feitos por ele – desde os andirons espiralados da lareira rústica até às bandeijas feitas com latas de azeite italiano.

Mostra Dohler | Loft NYC - Artistas


DAVID HOCKNEY. Pintor britânico, de Pop Art nascido em 1937.A sua obra tem surgido frequentemente em publicações de grande tiragem, como a revista francesa Vogue, para a qual produziu diversos trabalhos em 1984 e 1985. Algumas das suas pinturas da fase californiana das piscinas, como A Bigger Splash, têm sido utilizadas para capas de livros, publicidade e até para ilustrar o estilo de vida da Califórnia. A sua formação na Bradford School of Art, entre 1953 e 1957, foi de tipo tradicional, com incidência no estudo da Perspectiva e da Anatomia. O Desenho era considerado como a base de sustentação de toda a Arte. Foi com base no seu trabalho de desenho que Hockney foi aceito no Royal College of Art de Londres, em 1959.Em 1964 estabelece-se em Los Angeles, Califórnia, pintando as suas primeiras piscinas e fazendo as primeiras experiências com a fotografia polaroid. Primeira exposição individual na Alan Gallery de Nova Iorque, com pinturas em acrílico, realizadas na Califórnia. A paisagem urbana de Los Angeles também intriga Hockney. As ortogonalidades e o racionalismo da arquitetura moderna americana, bem como a clareza dos sistemas informativos, são motivo de inspiração, como as paredes planas, os postes telefónicos, palmeiras e placas com o nome de avenidas. Esta opção de colocar como protagonista da cena um objeto tão trivial como uma placa de rua, resulta daquilo que Hockney acha da cidade americana. Ruas absolutamente iguais só identificáveis pelas placas de sinalização. Outro aspecto da cidade que começa a fascinar Hockney são os exteriores privados, frequentemente equipados com piscina e que viriam a tornar-se o tema de eleição para as pinturas que produzirá em 1966. A interpretação da água parada ou em movimento sempre fascinou Hockney, que estuda o problema da representação dos brilhos e das transparências, conseguindo códigos de cor e desenho apurados, que viria a usar abundantemente num vasto conjunto de obras realizadas nos primeiros anos de trabalho nos Estados Unidos.


KEITH HARING. Nasceu a 4 de maio de 1958, nos EUA. Desde cedo se tornou evidente a sua queda para as artes e ativismo, cujo trabalho reflete a cultura nova-iorquina dos anos 80.Nascido no estado de Pensilvânia, cedo mostrou interesse por atividades plásticas. De 1976 ate 1978 estudou design gráfico numa escola de arte em Pittsburgh. Antes de acabar o curso, desiste para se mudar para Nova Iorque, onde acabaria por ser grandemente influenciado pelos graffitis, inscrevendo-se numa escola de artes. Como homossexual que era, o seu trabalho reflete também um conjunto de temas homo-eróticos.Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar à giz nas estaçoes de metrô de Nova Iorque. Começou a organizar as suas primeiras exposições formais em 1980, no Clube 57.Na mesma década participou em diversas bienais e pintou diversos murais, de Sydney à Amsterdan e mesmo no Muro de Berlim. Amigo pessoal de Grace Jones, foi ele quem lhe pintou o corpo para o videoclip daquela em "Im Not Perfect".Morreu a 16 de fevereiro de 1990 com 31 anos e vítima de AIDS, doença contra a qual foi um forte ativista, abordando mais que uma vez o tema nas suas pinturas.Em 1989 foi criada a Fundação Keith Haring.

Mostra Dohler | Loft NYC - Conceito

HISTÓRICO DOS LOFTS
Nos anos 40, a expansão da industria norte-americana fez com que fábricas e armazéns de chapéus, roupas e cereais deixassem o centro de Nova Iorque em busca de complexos mais amplos. Os galpões industriais do Soho viraram lugares decadentes e inseguros, mas os aluguéis baratos atraíram jovens e pobres artistas em busca de espaço para seus ateliês - eram os lofts espaços largos, providos de grandes janelas, com estrutura de ferro fundido e arquitetura peculiar.
Apenas as condições básicas de moradia. Porém, o charme desses espaços cresceu quando seus artistas tornaram-se famosos e o Soho, modelo de reestruturação urbana. Desde então, já na década de 60, a ocupação de lofts para uso residencial foi permitida e, no inicio dos anos 70, a demanda por esses espaços atingiu os bairros tradicionais. Quando o SoHo foi reconhecido como área residencial, morar em loft passou a ser moda
Os prédios antigos de Nova Iorque - muitos deles anteriores ao século XIX, as galerias com teto de vidro de Paris e os prédios londrinos de tijolos aparentes estão entre os tipos de imóveis que foram redescobertos e reaproveitados, e bairros como Soho, Tribeca e Covent Garden devem grande parte do seu desenvolvimento ao sucesso dos lofts. Atualmente, já existem prédios que são construídos especificamente para abrigar lofts, sendo mantidas algumas características dos lofts originais que foram reciclados.

CONCEITO 11ª MOSTRA DOHLER - M² ARQUITETURA
Nada mais New York do que morar em um Loft.
Para a 11ª Mostra Dohler Club a M² Arquitetura foi buscar inspiração na origem do termo “Loft” em sua mais profunda essência.
A mostra “Morar em NY” trata de transportar o público ao autêntico clima de um Loft novaiorquino, cidade berço de um conceito de moradia tão moderno e difundido atualmente.
Com um repertório arquitetônico altamente lapidado, procurou-se criar um ambiente despojado, acolhedor, livre de excessos e modismos, ao mesmo tempo limpo e rústico.
A proposta permite imaginar um espaço no qual foi conservado os materiais originais, que lhe conferem um ar industrial. Grandes janelas de madeira, dignas de um galpão industrial de onde se avista a cidade, ajudam a manter a ambientação, onde elementos estruturais aparentes, ausência de forros, paredes descascadas, instalações hidráulicas aparentes e tijolos de demolição convivem com uma decoração contemporânea, na qual os tecidos Dohler são o maior destaque.
Para compor o espaço e caracterizar ainda mais o ambiente foram desenvolvidas, pela M² Arquitetura, releituras de obras de artistas renomados de grande sucesso nos Estados Unidos, principalmente voltados ao Pop Art e impressas em tecidos Dohler. Os trabalhos de Roy Lichtenstein, Andy Warhol, Robert Indiana, Keith Haring, Alexander Calder e David Hockney, ganharam nova roupagem em versões bem humoradas, as quais retratam o escritório de forma sutil, representando imagens da sede, da equipe e da marca.