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setembro 25, 2008

Arquitetura e Moda

Seriam nossos esforços apenas uma parte da convergência de várias outras partes de um todo que concorrem para um mesmo fim? Confusão "à parte", o convite para ouvir Jum Nakao na palestra de hoje em Curitiba (veja post anterior) com o tema "Moda & Arquitetura, um Plano de Viagem ao Processo Criativo", nos deixou muito contentes.


Coincidência ou sinergia, desde semana passada a Vitrine da metroquadrado expõe uma instalação com título similar: "Arquitetura e Moda, artes que abrigam a pele". Nela, um manequim (gentilmente cedido pela loja Pimenta Rosa) está vestido com projetos arquitetônicos originais feitos à mão, desenhados com nankim em papel vegetal, numa alusão ao cuidado que ambas áreas de atuação possuem ao oferecer, entre outras coisas, proteção, abrigo e conforto ao ser humano. Além da roupa, objetos comuns no dia-a-dia de um escritório de arquitetura (como o lápis, o metro e amostras de materiais) fazem agora de acessórios do vestuário.

Como curiosidade, um dos projetos que veste a maneca são originais do Shopping Cidade das Flores, projeto da M² feito em 1991. É possivel obervar detalhes do desenho, como cortes e as torres da fachada. A vitrine fica na Rua Senador Felipe Schmidt, 385, por tempo indeterminado.

O legal de tudo é sentir que estas sinergias, e muitas outras que devem estar por aí, são efeitos resultantes de ações de vários agentes que atuam da mesma forma, cujo valor do conjunto é superior ao valor de cada um se atuassem individualmente. "Piensa a lo grande, empieza por lo pequeño."

Jum Nakao em Curitiba

O ciclo de palestras que a Docol vem promovendo estará desta vez em Curitiba, com a palestra "Moda & Arquitetura, um Plano de Viagem ao Processo Criativo", ministrada pelo estilista Jum Nakao. O evento, que já passou por Recife no mês de agosto, será hoje às 19:30h, no espaço Batel I. Mais informações, clique na imagem abaixo.
Fã do trabalho de Nakao, a metroquadrado, que em 2007 esteve prestigiando sua exposição "Revolver" no Museu Oscar Niemeyer (veja post A Costura do Invisível 2) retornará novamente à capital paranaense para ouvir de perto o mestre.
O nome de Nakao ficou ainda mais conhecido quando em junho de 2004, durante a São Paulo Fashion Week, o estilista brasileiro desfilou, diante de uma platéria de mil e duzentas pessoas, uma coleção inteira feita unicamente de papel (veja post A Costura do Invisível). Ao final do desfile as frágeis roupas foram destruídas pelas próprias modelos em plena passarela.
Todo o trabalho daquele ano está registrado em um livro e um DVD chamados "A costura do Invisível". É possivel encontra-los na internet.
"Precisamos desnudar a nossa alma para revelar a capacidade de sermos leves, sonhar com indizíveis, impossíveis, inexplicáveis, indefiníveis. Há um possível ainda invisível no real".