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junho 19, 2012

Garage Sale Moobil



Não estranhe se por acaso o dia 07 de julho passe a ser sinônimo de celebração ao design em Joinville. Mas se depender do que está por vir é bem provável que isso aconteça. Pois está para chegar o dia do GARAGE SALE, um evento que a Moobil, a loja mais descolada do mobiliário vintage da região, promoverá das 9h às 17h, em sua loja em Joinville. Idealizado pelo proprietário do espaço, Fabricio Dobner, com apoio da Metroquadrado® e a organização refinada de Rodrigo Domingos, juntamente com os expositores, o evento irá agregar em um único local: música, teatro, artes visuais, design e moda.
A idéia de um evento multicultural e principalmente conceitual, onde a moda contemporânea e o design de mobiliário é mostrada ao público de forma interativa e inovadora foi o grande incentivo para a realização deste projeto.  Conceituados designers do sul do país, além de marcas consagradas nacionalmente uniram-se para apresentar seus produtos e principalmente mostrar que na região sul também se faz design de qualidade, sustentável e global.



Durante todo o sábado, várias atrações culturais, gastronomia e o entretenimento se farão presentes na Moobil. Será uma oportunidade única para conhecer e adquirir produtos por um preço especial, além de interagir e conhecer quem desenvolve e faz as peças que estarão expostas. Ao todo serão 16 marcas, que vão desde camisetas até bolsas e acessórios.  O evento utilizará toda a estrutura da Moobil, tanto a parte interna como externa. A loja desde 2009 traz aos seus clientes diversas peças customizadas e exclusivas do mobiliário brasileiro e internacional bem como objetos, livros, fotografias, móveis vintage e clássicos, também é galeria, tendo ainda disposta em suas paredes a exposição dos ilustradores Valter Hamagushi e Mathias Takahashi, denominada: Shift Age, exposição obteve grande sucesso de público e crítica.




O GARAGE SALE MOOBIL será único e vanguardista em Joinville, aliando novos designers, cultura e principalmente entretenimento, numa cidade carente de parques e espaços culturais.
Confira abaixo a lista dos expositores e dos eventos culturais que ocorrerão durante o dia:
Expositores
Moobil - móveis / design / vintage:  http://www.moobil.com.br/
Bruna Starling - bolsas / acessórios:  http://www.brunastarling.com.br/
Viko - movelaria e enxoval infanto-juvenil:  http://www.vikostore.com.br/
Álamo - camisetas/ moletons masculinos:  http://www.alamoind.com.br/
Vish - camisetas e alfaiataria unissex:  http://www.vishland.com.br/
Antonio Bizarro - alfaiataria unissex:  http://www.antoniobizarro.com.br/
Dealer Clothing - camisetas masculinas:   http://www.dealerclothing.com.br
Barbarus - gravatas borboleta em madeira:  http://www.facebook.com/BARBARUS.LLC/info
PetFiness - acessórios pet:  http://www.petfiness.com.br
Filtro - objetos de decoração e móveis: http://www.espacofiltro.com.br/
Barbara Zanella- second hand clothing: http://dresslikeanerd.tanlup.com/
Mariluce Kersten: Roupas em lã: http://www.pontocomnos.art.br
Tania Costa: Atesanato, móbiles
Gabriela Borges-arte decorativa: http://www.gabrielaborges.com.br/
Antonio MIr: http://antoniomir.com/
Coletivo Chá: street art: http://coletivocha.com/
Atrações
Hostess: Affonso Herbet

         

Manhã
Performance teatral com Muriel Szym: 10h às 10h30
Performance teatral com o grupo los Ninõs (João Felipe Mucciolo, Fernando Fossile e Jean Rech): 10h40 às 11h15
Momento literário 11h20 às 12h20
Rodrigo Domingos
Vanessa Bencz
Jura Arruda
*Palhaços em perna de pau: http://www.tucunare.art.br
Tarde
DJ Diego Quadros (Eletropop / Synthpop): 14h às 14h30
DJ PHC (Classic Rock) 14h30 15h30
DJ Rodrigo Socha (House): 15h30 às 16h
Banda Aurora Snow (Jaraguá do Sul) 16h às 16h30-

Encerramento Geral com o Grupo Morro Do Ouro (Maracatu) 16h30 às 17h http://maracatujoinville.blogspot.com.br/

*pintura mural ao vivo com Firmorama
*Exposição carros antigos
*wi fi – acesso livre

Gastronomia

Bar Bovary Snooker Pub
LEAVES
Doce Beijo Chocolataria

*Carrinho de Pipoca, algodão Doce e Maçã do Amor


junho 30, 2009

Garoto de 13 anos analisa um Walkman


Parece mentira. Contando não se acredita, mas a verdade é que se pararmos para pensar a nova geração talvez nem conheça o CD. Já nasceu ouvindo suas histórinhas infantis preferidas no iPOD do papai. O que dirá então da fita K7 ou dos discos de vinil. Sensacional! Veja a matéria no Updaters.
" A revista da BBC deu ao garoto de 13 anos Scott Campbell, um legítimo Walkman Sony para que ele utilizasse no lugar de seu player de MP3 por uma semana. Esta foi a resposta do garoto:
“Levei 3 dias para descobrir que havia outro lado na fita. Este não foi o único erro ingênuo que cometi; achei que o botão de metal/normal referia-se à equalização de acordo com o gênero da música e mais tarde descobri que na verdade tem a ver com o tipo de fita cassete que estou utilizando. Uma coisa que senti falta foi o shuffle do iPod, para escolher uma música randômica. Realmente o Walkman fica devendo essa. Mas eu consegui improvisar apertando o rewind por algum tem e soltando ao acaso. Funciona, mas é trabalhoso. Quando contei para meu pai a minha invenção, sua resposta mostra uma diferença fundamental com os players de hoje, sem partes móveis. Em suas palavras, “walkman come fitas”. Ou seja, ao clicar um monte de vezes para simular o shuffle eu poderia ter arruinado minha fita preferida, me deixando sem música o resto do dia.“

setembro 17, 2008

Contemporâneo não, Vintage!

“Um novo conceito”. Quem não tem ouvido ultimamente esse slogan aplicado a algum tipo loja, principalmente de móveis? Está tão banalizado que parece deboche, simplesmente por que não se trata de novo conceito de nada e sim da mesmice de sempre. A tecnologia, a globalização, a queda de patentes de clássicos do design, o acesso a tudo que é tipo de materiais permitiu uma massificação dos produtos: todo mundo tem a mesma coisa, e o consumidor está cansado disso. Em todo lugar que vai, não importa aonde, o que vai ver são os metais brilhantes com madeira escura, os sofás tipo lounge e eletrodomésticos em inox. Qualquer grande metrópole tem as mesas lojas, as mesmas marcas, os mesmos restaurantes e casas noturnas.

Segundo matéria publicada na Folha de São Paulo, “o consumidor está cheio do presente”, ele busca agora o passado e deseja estilos indefiníveis e atemporais. Essa é uma das direções que nortearão o desenvolvimento de produtos nos próximos anos. O consumidor está cansado do aço escovado, do design arrojado, da sala vazia minimalista, do estilo contemporâneo.


De acordo com o escritório Observatório de Sinais, consultoria especializada em tendências e projeções, a nova onda que norteará o consumo em 2009 e 2010 será o “não-contemporâneo”. “Há um interesse atual por tudo que é retrô; um desejo por coisas sem tempo definido – portanto duráveis; uma tentativa de criar um jeito de viver não classificado”.

E é mesmo. Basta darmos uma olhada ao redor: as novas bases para iPod e televisões de Plasma disfarçadas no design retrô, o sucesso da música de Amy Winehouse, a moda de looks ecléticos das roupas customizadas ou achadas em brechós, a curtição de ter um Mini Cooper ou um Chrysler PT Cruiser, ou mesmo desfilar com um carro antigo, e por aí vai. Tóquio, por exemplo, possui 400 lojas de roupas vintage. Na internet, que mesmo com tantos jogos de última geração, muitos nostálgicos – como eu - esbaldam-se jogando o velho e bom (mais velho do que bom) ATARI, e cultuam décadas passadas. Inclusive o blog do Mateus publicou recentemente até post sobre o videogame com o link dos jogos.


Na terminologia, como aconteceu com as palavras “comportamento” e “atitude” (afinal o que quer dizer isso?), a classificação “contemporâneo” virou sinônimo de descartável: tudo que é inovador, que é novo, que é “clean” virou contemporâneo. É o resultado óbvio. “Virou sinônimo de sem alma, sem apelo, à beira da massificação”, diz o Observatório.


É claro que o público que está esgotado do estilo contemporâneo é um público mais bem informado, que tem acesso à lançamentos, desfiles e feiras de moda e design para conferir de perto e em primeira mão o último grito. Quem se apropriará desse estilo agora são as chamadas classe C e D brasileira, que hoje possuem um poder de consumo maior e representam 71% da população. Basta vermos que as lojas de móveis populares possuem hoje uma linha mais “contemporânea”.



O que se buscará agora é atualizar o passado ou buscar um atemporal que se distancie de modismos, recusando tudo o que não comunicar história, origem ou sentido.



Um cara que tem essa linha de pensamento há muito tempo e que não se apega a modismos é o designer Marcelo Rosenbaum, figura! Felizmente tivemos a oportunidade de conviver com ele e sua trupe do Lar Doce Lar por algumas semanas aqui no escritório, enquanto desenvolviam o trabalho pro Lar Mãe Abgail. O trabalho super autoral do Marcelo foge das casas com cara de showroom e tenta evitar que as pessoas neguem sua origem ou rejeitem memórias familiares e tradições.

Na verdade, de novo, como já dito muitas vezes neste blog, trata-se de um trabalho de educação. É como discursa o Rosenbaum: "Não podemos rejeitar nossa cultura. O dinheiro novo é tudo de bom, não tem coisa melhor que você conquistar o seu dinheiro; só não pode é negar o passado, senão você nega um futuro mais verdadeiro".

É, o vintage chegou de vez...pelo menos até 2010.