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fevereiro 26, 2013

Intervenção Cultural / GOGò Forever




Inspirada na obra de Alberto Giacometti, a proposta conceitual da Metroquadrado para a "Intervenção Cultural Gogò Forever" priorizou o processo de criação. Tal qual o surrealismo do artista suíço, ao deformar suas proporções e superfícies, propõe uma versão carregada de força e drama, livre da estética harmoniosa e elegante, características no desenho original da peça italiana.
Ao recontextualizarmos o objeto, a Gogò abandona sua função de assento e passa a instigar novas sensações, relacionando-se de outras formas com o espaço. Como uma cadeira que ganha vida própria e que caminha com seus próprios pés, carrega, em sua expressão marcada de deformações e manipulação de texturas, as inúmeras histórias de quem por ali passou. Afinal, para Giacometti, a aparência é feita do acúmulo daquilo que vemos e do que guardamos na memória.
Aqui podemos ver passo à passo a criação da Metroquadrado: Gogòmetti

A INTERVENÇÃO
Promovida pela B+STORE, a intervenção cultural visa difundir a cultura do design através de uma ação beneficente, tendo a mundialmente consagrada cadeira Gogò como suporte criativo. Foram convidados a participar desta ação beneficente profissionais de arquitetura, artistas plásticos, estilistas, designers e acadêmicos de arquitetura e design, totalizando 25 criações. Durante alguns dias, as cadeiras customizadas serão expostas ao público, para que posteriormente possam ser adquiridas em Leilão beneficente, fazendo com que a arte torne-se fonte de ajuda a uma entidade de crianças carentes, o Lar Emanuel.
A CADEIRA GOGò
Projetada pelo Italiano Marcello Ziliani, a cadeira Gogò foi inspirada nas formas da natureza com um desenho harmonioso e elegante, tornou-se um ícone do design moderno, conquistou milhares de pessoas e é a cadeira mais vendida no mundo até hoje, encontrada em mais de 200 países. O assento é produzido em polipropileno, que torna resistente e agradável ao toque. A cadeira Gogò chegou ao Brasil na década de 90, trazida pelo italiano Luciano Bedogni, proprietário da marca.
O LAR EMANUEL
O Projeto nasceu em 1994, da iniciativa de Gilson Marcio Soares, que oferecia café da manhã para crianças carentes no centro de Joinville. Foram muitas as transformações nesta trajetória, visando a garantia dos direitos de crianças e adolescentes que por ela transitaram. O Projeto Lar Emanuel acolhe hoje crianças e adolescentes com idade de 0 a 12 anos em regime de Casa Lar, como forma de medida de proteção, respeitando os artigos 93 a 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
No vídeo abaixo podemos conferir o processo criativo dos convidados deste projeto:

agosto 17, 2011

Objetos ressignificados



Via Jornal ANotícia
16/08/2011

Exposição coletiva “Lúdico Cotidiano” será aberta hoje no anexo 1 da Cidadela Cultural Antarctica.

Na mesma ocasião em que o Museu de Arte de Joinville abre “Contaminações – Linhas da Infância”, outra mostra coletiva divide as atenções no anexo 1 da Cidadela Cultural Antarctica. “Lúdico Cotidiano” apresenta obras de nove artistas, entre alunos e ex-alunos do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

A exposição faz uma provocação a partir da apropriação e ressignificação de elementos comuns do dia a dia. Os trabalhos de André Winn, Carolina Moraes Marchese, Erika Romaniuk, João Genaro, Karen Campos, Luana Alt, Morgana Ávila, Thiago Reis e Vini Albernaz têm curadoria de Adriane Hernandez e coordenação de Fernando Igansi. “Lúdico Cotidiano” é a terceira exposição coletiva do grupo gaúcho. As obras já foram expostas em lugares como Memorial e Espaço Cultural Casa do Leite, em Cachoeirinha (RS); e na Galeria de Arte do Dmae, em Porto Alegre.

As produções atribuem outros sentidos a objetos de uso tradicional, como é o caso de “Hidrante Móvel”, de Karen Campos, feito com cerâmica esmaltada. É desta forma que os artistas aplicam a ideia de um lúdico no cotidiano.

As 18 obras ficam no anexo do MAJ até outubro e possibilitam a interação do público. Além do trabalho de Karen, há obras como o “Estudo para Novas Posturas”, produzido com nanquim e marcadores de papel, de Carolina Moraes Marchese; e “Fat Chair”, de madeira e espuma ortopédica, uma criação de João Genaro.

Segundo a curadora Adriane Hernandez, o grupo de artistas que compõe a coletiva apresenta como proposta uma exposição diversificada no modo de fazer, buscando no campo das artes visuais a liberdade para desenvolver seus próprios processos de criação. Para Adriane, isso pode ser percebido nas obras pela vontade de jogar (brincar) com as formas, linhas do desenho, cores e com a inversão dos sentidos comuns; e ao trazer a energia do trabalho contida na tenacidade e tentativa de equilíbrio.

+
O QUÊ: exposição “Lúdico Cotidiano” com bate-papo com os artistas.
QUANDO: Visitação até 16 de outubro, de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Sábado, domingo e feriados, das 12 às 18 horas.
ONDE: anexo 1 do Museu de Arte de Joinville, na Cidadela Cultural Antarctica, rua 15 de Novembro, 1.383.
QUANTO: gratuito.

julho 23, 2010

"Transformações"


Um escultura que muda conforme o ponto de vista. Esta é a ideia criada pelos designers holandeses do Tjep, os quais bolaram uma série de elementos de aço que, quando vistos sob uma determinada perspectiva formam o contorno de um edifício agrícola tradicional.

Conforme nos aproximamos da instalação apenas distinguimos um conjunto abstrato de linhas brancas espalhadas pelo campo. A chave para a instalação é revelada quando se está em um planalto em volta de um certo ponto. A partir dali as linhas formam um esboço icônico de uma fazenda, revelando a fórmula explicada no texto sobre o platô.

A obra batizada de "Transformações" obedece às proporções de uma fazenda típica holandesa. O local, na província de Braband está prestes a ser transformado por um conjunto habitacional, e a peça tem como objetivo enfatizar a importância de manter a estética da arquitetura vernacular. "Transformações" faz parte de uma rota terrestre de arte na paisagem em torno da cidade de Veghel exibindo doze instalações de arte diferentes.

Além da ideia ser incrível, a obra possui um conceito muito forte, tornando-se mais do que apenas um truque visual: ela incorpora a funcionalidade e facilita encontros sociais (forma e função), enquanto chama a atenção para o que vai acontecer no local num futuro próximo. Ao andar em torno da instalação o espectador literalmente experimenta a transformação da abstração para a finalização de uma forma.
Soluções de arte informativa como esta se aplicariam muito bem também em Joinville. A arte educa, nos faz refletir, obriga-nos a pensar. Afinal, quantas construções históricas e casas em Enxaimel já deram lugar a novas construções e torres neoclássicas? Em outras palavras, trata-se de educação patrimonial em busca da preservação de um patrimônio cultural.
Via.

junho 15, 2010

Favela Paiting



Dre Urhahn e Jeroen Koolhaas (filho do arquiteto holandês Rem Koolhaas) são dois artistas da Holanda, que começaram a trabalhar juntos em 2005. Em 2006, começaram a desenvolver a ideia de criar intervenções artísticas dirigidas por comunidades no Brasil. Seus esforços resultaram em dois murais que foram pintados na Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro, em colaboração com a juventude local.



Depois que os dois murais foram concluídos, começou a terceira fase do seu projeto, chamado "O Morro". A idéia inicial do projeto Favela Painting sempre foi pintar no centro do Rio de Janeiro, visível para todos os residentes e visitantes. "O Morro" começou no início de 2010 e foi concluída recentemente. Mais informações sobre os projetos em sua página oficial.

+ Favela Paiting via Plataforma.











julho 19, 2009

Parede Gentil

Com o objetivo de atrair o olhar da sociedade para a arte, desde 2005 a galeria A Gentil Carioca convida artistas para criarem trabalhos na parede externa do local, participando do projeto - Parede Gentil.

Este ano, desde maio, a galeria conta com a instalação feita pelos irmãos Tiago e Gabriel Primo.

Eles criaram uma habitação externa, uma espécie de "casa às avessas", onde ocuparam a alta parede da galeria, voltada para a rua, com objetos e móveis suspensos, como cama, cômoda, mesa, prateleiras e até uma rede.

Como já era de se esperar, a instalação vem atraindo muitos olhares de quem passa na movimentada Gonçalves Ledo, no Centro do Rio, afinal, os dois artistas passam 14 horas do dia morando na parede!
Onde se locomovem através de equipamentos de alpinismo.

Segundo os irmãos, em um vídeo realizado pela TV Cultura, eles escutam algumas pessoas perguntando se são bonecos, outros ficam com medo de que podem cair, ou perguntam se eles têm quartos para alugar.

Numa cidade onde é comum se ver moradores de rua, a visão de duas pessoas vivendo na lateral de um prédio provoca reações mistas nos moradores do centro do Rio.

Eles dizem que o projeto tem como objetivo questionar as idéias das pessoas sobre o espaço em que se mora e provocar reações dos pedestres.

A instalação deles fica no local até 22 de agosto! E para ver os trabalhos anteriores do projeto Parede Gentil é só entrar no site da galeria e conferir!

visto aqui.

junho 25, 2009

Iluminando a Arte


Laura Adel Johson é uma artista que desenha rostos com uma técnica diferente... usando a iluminação! A exposição do seu trabalho está acontecendo na Galeria Chalk Horse em Sidney.


Visitando o site da Inside Out pude conhecer um pouco do seu trabalho e ler a entrevista feita pela revista.

Laura comenta na entrevista que começou a utilizar as luzes no seu trabalho quando participou de um programa residente em Omaha, Nebraska, em 2007. A viajem aconteceu na época do Natal e deixou a artista encantada com a quantidade de iluminação. Essa decoração urbana inspirou a utilização deste recurso em suas obras.

Veja entrevista completa para Inside Out


Os trabalhos de Laura ficarão expostos na galeria até dia 27 de julho

Visite o blog de Laura.

janeiro 19, 2009

Minha mãe é arte


Tatsumi Orimoto é um artista incomum. Enquanto a maioria utiliza como ferramenta tintas e pincéis, a principal matéria-prima deste grande nome da arte contemporânea japonesa é a própria mãe. Uma retrospectiva de sua obra aconteceu no Masp no início do ano passado. Algumas de suas perfomances:

O Homem Pão
Apaixonado por pães, uma de suas obras trata de converter o pão em máscaras e sair pelas ruas. Ao artista interessa a reação das pessoas diante de uma “anormalidade” no cotidiano.


Small Mama
A mãe de Orimoto sofre de Alzheimer e surdez. A série de fotos Small Mama mostra o que ele define como uma maneira bem humorada de se comunicar com ela.




Tire Tube Communication
Orimoto persegue a não separação entre arte e vida. Nesta série de fotos ele transforma o convívio de sua mãe com as vizinhas em um elemento quase mitológico. “A existência de minha mãe é arte”, diz o artista.



Oil Cans
Essa performance trata de um divertido comentário sobre a falta de espaço no Japão.

janeiro 12, 2009

A arte da ilusão

Estamos começando hoje "a lida" de 2009, e nada melhor do começar falando de arte, principalmente daquela que utiliza a arquitetura. O trabalho deste artista suiço mais parece um efeito de computador. Custa a acreditar que ele seja possivel até terminarmos de ver seu site e comprovar através das fotos os "making of" de cada intervenção. Utilizando como suporte o espaço arquitetônico e tinta, Felice Varini cria gigantescos efeitos de ilusões de ótica a partir de um ponto central, interferindo de maneira muito interessante na paisagem urbana. A cada passo revela-se uma nova perspectiva, bastando mover-se para desconstruir a imagem criada pelo artista.

Parabéns ao artista pelo trabalho! E outro parabéns - tão importante quanto - às prefeituras e órgãos públicos da cidade por compreenderem a arte e permitirem as intervenções externas, muitas vezes sobre edifícios antigos ou áreas naturais. Mais fotos em Arte e Vício. Outras intervenções, inclusive de projetos não realizados, no site do Varini.

dezembro 03, 2008

Campanha Volkswagen


Como fã de Dali, adorei a idéia. Arte, design e publicidade...tudo junto e misturado! A agência alemã DDB criou esta campanha publicitária para o novo VW Polo Bluemotion: uma série de gravuras utilizando o estilo surrealista do espanhol Salvador Dali e do belga René Magritte. Elementos bem conhecidos de ambos os artistas são evidentes, como a "persistência de tempo" por Dalí (acima) e "o filho do homem" por Magritte (abaixo).

Mais no site da DDB.

agosto 29, 2008

Um retrato da África



As imagens acima são obras de Peter Beard. O artista nasceu em Nova York e aos 11 anos decidiu fotografar elementos importantes que encontrava em suas viagens. Estudou história da arte na Universidade de Yale, onde se graduou em 1955. Depois de ler Out of Africa, de Karen Blixen, que inspirou o filme Entre dois amores, se apaixonou pela África e decidiu morar no Quênia em 1960.

Peter decidiu trabalhar no Parque Nacional de Tsavo para entrar em contato com a natureza. Lá, testemunhou a morte de milhares de animais e o massacre de moradores em guerras de tribos. Ele fotografou os animais e ilustrou as colagens com textos escritos a punho e manchas de sangue.
Nos temas africanos, o artista juntava pedaços dos ossos, sangue dos animais, pedras, artefatos africanos, insetos, fotografias em sépia e folhas secas das savanas nos scrapbooks. As colagens de moda, e sobre artistas, reuniam fotografias inéditas de mulheres, transcrições de mensagens telefônicas, recortes de jornal, citações de escritores e poetas, além de objetos pessoais.

Texto elaborado a partir da matéria “O Artista de Mil faces” , escrita por CARINA RABELO para revista Isto É Independente